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Aprendizado sem dor - sem sofrimento animalResponder sobre Aprendizado sem dor - sem sofrimento animal
Administrador AB
9/3/2007

Aprendizado sem dor - Março de 2007

Aprendizado sem dor
Pesquisa mostra a viabilidade do ensino sem sofrimento animal

“Os docentes da área médica devem ser alertados sobre a necessidade de reavaliar sua metodologia de ensino, já que há evidências de que, na maioria das situações, o conhecimento pode ser obtido com outras fontes, evitando-se o sofrimento animal”. Esta é a conclusão de um dos primeiros estudos brasileiros que demonstra na prática a possibilidade e a necessidade de se substituir o uso de cobaias nas salas de aulas das universidades e faculdades brasileiras por métodos alternativos.

O estudo, publicado em agosto de 2006, no artigo “Animais em aulas práticas: podemos substituí-los com a mesma qualidade de ensino?”, é de autoria dos professores Renata Diniz, Ana Lúcia dos Anjos, Charles de Oliveira e Marcello Romiti, na Universidade Unilus. Para chegar ao resultado, duas turmas do curso de Medicina tiveram a mesma aula de histologia sobre estudos citológicos (estudo das células), mas com metodologias diferentes. Uma delas utilizou animais sacrificados e a outra, a auto-experimentação.

Ambos os grupos tiveram como objetivo preparar lâminas com células, colhidas por espalhamento de suas mucosas orais ou extraídas das vísceras de camundongos sacrificados, e observá-las. Após o procedimento, os alunos responderam a um questionário que apontou o mesmo nível de aprendizagem das duas classes. Estudos como este confirmam a tendência da ciência mundial de se humanizar, com um olhar cada vez mais ético.

O Notícias da Arca conversou com Renata Diniz, autora do artigo, para saber um pouco mais sobre esta questão.

Arca Brasil – O que levou você a produzir um trabalho acadêmico sério sobre a substituição dos animais no ensino por métodos alternativos?

Renata Diniz - Desde a minha graduação percebi que algumas aulas com animais eram realmente desnecessárias, assim, quando me tornei docente, pensei em algo que pudesse modificar essa situação. Analisando um curso de graduação, percebi que muitos professores realizam aulas com animais porque desconhecem os métodos alternativos, então achei que deveria auxiliar de alguma maneira, ao menos, divulgando esse conhecimento.

Arca - Existem mais trabalhos sobre esta questão? Por que parecem ser tão poucos?

Renata – Existem outros trabalhos, mas infelizmente poucos foram publicados. Existe uma diferença entre realizar uma pesquisa e publicá-la; somente através da publicação podemos divulgar nossos trabalhos à comunidade científica. Quando estudamos algo e não publicamos, outras pessoas acabam não tendo acesso a essa informação e isso acontece muito no Brasil. Existem pesquisadores e professores renomados no país que trabalham nesse sentido, mas infelizmente ainda é pouco se compararmos aos outros paises. Mas isso tudo que digo é em relação ao ensino, em pesquisa é bem mais complicado substituir animais.

Arca – Como seus colegas reagiram ao estudo?

Renata – A maioria dos colegas me apoiou, mas é lógico, um ou outro era mais resistente. Percebo que algumas pessoas são resistentes à mudanças, é mais cômodo seguir realizando o que sempre fizeram, acho que elas nunca pararam para pensar nisso.

Arca - Houve algum tipo de resistência ou receio por parte da Unilus quanto ao estudo que se realizou em suas dependências?

Renata – Não houve resistência, mas no decorrer do trabalho senti certo receio, uma preocupação dos alunos, pois temiam que o estudo tivesse uma repercussão negativa.

Arca – O resultado do artigo é muito importante e positivo para o ensino e também para o bem-estar animal. Como ele foi recebido e qual sua repercussão?

Renata – Ele foi muito bem recebido. Na verdade trata-se apenas de 1/3 do trabalho todo, temos dados não publicados que ainda estamos redigindo. Ele foi realizado em 2005, publicado em 2006 e é agora que a repercussão está sendo maior.

Arca - Você teve algum tipo de retorno por parte de outras faculdades que leram o artigo e se interessaram em utilizar métodos de ensino alternativos?

Renata – A Unimonte, atual universidade em que trabalho, já substituiu os animais de experimentação em 100% de suas aulas práticas. Recebi também e-mails de alguns professores de outras instituições pedindo informações sobre o trabalho. Na verdade, no próprio trabalho eu cito fontes para obtenção de informações sobre métodos alternativos.

Arca - A substituição só é possível para essa experiência de visualizar características celulares, ou abrange também outras áreas?

Renata – Não, abrange muitas outras áreas, como farmacologia, fisiologia, técnicas cirúrgicas. A finalidade do trabalho não foi mostrar um método alternativo para caracterização celular, mesmo porque essa já era uma técnica reconhecida, não há nada de novo nisso. O objetivo foi chamar a atenção dos docentes pedindo uma reavaliação de suas metodologias. É possível obter a mesma qualidade de ensino de diversas maneiras, cabe ao docente selecionar o método mais adequado e mais humanitário em relação ao bem-estar animal.

Arca - A Arca Brasil criou, em 1999, o projeto Ensino Sem Dor, que introduziu no país e no meio veterinário a discussão e a viabilidade de métodos alternativos à vivissecção no ensino. Também, em nosso 3º Congresso de Bem-estar Animal, montamos uma feira com modelos, manequins e softwares importados, entre outros recursos, promovendo o uso de novos métodos de aprendizado. Você chegou a ter contato ou utilizar as informações dispostas pela Arca Brasil na internet sobre o assunto para realizar seu estudo?

Renata – Sim, eu utilizei as informações da Arca e também do Instituto Nina Rosa e do Interniche. Nos 3 casos elas serviram para nortear o trabalho, pois não basta simplesmente deixar de realizar as aulas práticas, necessitamos substituí-las por métodos alternativos. Se eu não tivesse a consciência da existência desses métodos, não poderia apoiar a substituição pois, como docente, sei que ficaria uma lacuna pedagógica.


Para saber mais:

-> Artigo “Animais em aulas práticas: podemos substituí-los com a mesma qualidade de ensino?”
-> Especial Arca Brasil sobre ensino com animais
-> Interniche Brasil


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