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Vínculos afetivos fazem bichos salvarem pessoasResponder sobre Vínculos afetivos fazem bichos salvarem pessoas
Administrador AB
14/3/2007
Vínculos afetivos fazem bichos salvarem pessoas

Pastor alemão evitou que bebê de 11 meses caísse em lago no fundo de sua casa

Gato persa "avisou" sobre vazamento de gás que ocorreu durante a madrugada em casa de comerciante

ROBERTO DE OLIVEIRA
DA REVISTA DA FOLHA

Daniely tem apenas um ano e quatro meses. Fala perfeitamente "mamãe" e "papai", mas bate a língua nos dentinhos quando grita o nome da pastor alemão, Cony, 2. Só sai "Có". Poucas palavras não têm sido empecilho para que elas emitam, cada uma a sua maneira, sinais claros de entendimento.
Um mês antes de completar um ano, Daniely pulou cedo da cama. Sem dar um  pio, saiu do quarto, atravessou a cozinha e o quintal, percurso aproximado de 15 m, e seguia em direção ao lago, de 1,5 m de profundidade, nos fundos
da residência -uma chácara em Cotia-, quando foi surpreendida por Cony.
A cachorra abocanhou a saia da garotinha e a derrubou, cuidadosamente. Cony circundou a criança e impediu que se levantasse. Acuada, começou a chorar, ao mesmo tempo em que a cadela não parava de latir.
Em casa, a mãe, Tatiane de Araújo, 23, nem se deu conta. Encontrou a filha sentadinha e chorando. A cachorra formava uma espécie de barreira a poucos
passos do lago. A garota não tinha um arranhão, apenas sua saia exibia uns furinhos. O mais surpreendente é que a cadela é do vizinho e freqüenta a casa de Tatiane desde filhote.
Para Mauro Lantzman, professor de psicobiologia da PUC, especialista em comportamento animal, por existir um vínculo afetivo entre elas, a cadela agiu para proteger a criança.
A ciência diz que cães são capazes de ler as emoções de seus donos e responder a eles, num fenômeno chamado de ressonância afetiva. Segundo o psicólogo César Ades, especialista em comportamento animal da USP, esse
fenômeno é marcado por leitura de sinais, construídos ao longo do relacionamento entre donos e bichos.
O comerciante Marcos Eliseu Balles, 60, diz que tem uma dívida, "impagável", com o seu gato. "Devo a minha vida e a da minha mulher a ele."
Sábado frio de 1995, Marcos e a mulher, Stella, chegavam em casa por volta da 1h da manhã. Com uma enxaqueca daquelas, acentuada por uma sinusite, o
comerciante colocou água no fogo para fazer inalação. Cansado e sob efeito de um coquetel de analgésicos, caiu no sono -Stella estava apagada.
Duas horas e meia mais tarde, Marcos ouviu um ruído na porta do quarto.
Ruivão, persa mestiço, hoje com 14 anos, pela primeira vez tentava invadir território proibido. Até então, Ruivão tinha sido criado para permanecer longe dali.
Segundo a veterinária e terapeuta Rubia Burnier, especialista em comportamento animal, o gato tem seus sentidos muito apurados e isso faz com que ele tenha uma percepção aguçada de mudanças ambientais. O cheiro
despertou seu instinto de sobrevivência.
Assim que abriu a porta, Ruivão subiu na cama. Marcos tentou enxotar o bichano, mas Ruivão não desistiu.
O comerciante se levantou no momento em que o gato pulou no chão, como se quisesse mostrar o caminho. Saiu do quarto e de cara sentiu um cheiro forte.
A água havia fervido, apagado o fogo, e a cozinha estava tomada pelo vazamento.
Fechou o gás e abriu janelas e portas, sem acender a luz, o que poderia ter provocado uma explosão. Antes do episódio, Marcos tinha predileção por cães e certa resistência a gatos.
Desde aquela noite, Ruivão conquistou, além de respeito e simpatia dos donos, um lugar cativo no pé da cama do casal.

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