Home
sexta-feira, 05  de outubro de 2007|  Adicionar aos Favoritos  |   Indique a um Amigo        
Foto
AjudeSou ContraCuriosidadesContate-nos
   Quem Somos
   Parceiros
   Reuniões e Eventos
   Contate-nos
Ajude
   Adote um Animal
   Abaixo-Assinados
   Castração
   Denuncie
   Doações para o Abrigo
   Posse Responsável
   Procura Animal Perdido
   Seja Voluntário
Sou Contra
   Animais em Circo
   Atrocidades
   Carroças Tração Animal
   Leishmaniose
   Pesquisas com Animais
   Rodeios
   Rotulagem Animal
   Touradas
Curiosidades
   Dicas e Orientações
   Divertidos
   Emocionantes
   Punições
   Sites/Links
 

 Forum >> Carroças Tração Animal >> Égua de carrinheiro desmaia no "trabalho"
Égua de carrinheiro desmaia no "trabalho"Responder sobre Égua de carrinheiro desmaia no "trabalho"
Administrador AB
5/10/2007

fonte: http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=307690&caderno=14

Égua de carrinheiro desmaia no "trabalho"

Giselle Ulbrich [01/10/2007]


Emerson Pereira

Animal estava sofrendo maus tratos, segundo veterinário.
Mais um caso de abuso contra os animal foi registrado ontem à tarde, em Curitiba. Uma égua que puxava o material de um carrinheiro caiu desmaiada na Rua Rocha Pombo, esquina com Rua Campos Sales, no Juvevê. O incidente chamou a atenção de moradores da região. O carrinheiro João Maria de Quadros, morador no Centenário, contou que deixou o animal amarrado em uma placa de trânsito enquanto pegava papéis nas proximidades. Ao voltar, a égua estava caída na rua, com muita gente ao redor. Um veterinário, especialista em animais de grande porte, que passava pelo local, disse que o animal estava com claros sintomas de desidratação, desnutrição, anemia e maus-tratos.

Quadros contou que comprou a égua, batizada de "Boneca", há um mês, e que negociou por R$ 3 mil a carroça completa, incluindo o animal, valor que pagará em parcelas de R$ 200,00 por mês. Ele afirmou que cuida bem dela, dando comida e água, soltando-a todas as noites num terreno pertencente à Sanepar, no Centenário. Garante que há um "puxadinho" para o animal se proteger do frio e das tempestades. Também alegou que, da média de R$ 200,00 a R$ 340,00 que ganha mensalmente, recolhendo materiais recicláveis, R$ 140,00 são para cuidados com a égua: milho (dois quilos a cada dois dias), ração (dois quilos, a R$ 26,00, por semana), e as ferraduras (trocadas semanalmente).

Desmaio

"Quando eu atravessei a rua para pegar os papéis, ela começou andar de ré, puxou a corda e se sufocou", alegou Quadros. As pessoas que se aglomeraram tentaram ajudar. Ofegante, com a boca sangrando e a língua para fora, a égua conseguiu se levantar. Os curiosos então lhe deram água. Ela bebeu um balde e meio e ficou por quase uma hora comendo o gramado em que foi deixada, demonstrando muita fome. Por conta disso, os moradores da região chamaram a Polícia Militar, que fez um boletim de ocorrência de crime ambiental. O boletim deve ser encaminhado à Delegacia do Meio Ambiente.

O policial que atendeu a ocorrência não quis dar entrevista. Já os moradores contaram que ligaram para o telefone 156, da Prefeitura de Curitiba, na tentativa de encontrar alguém que pudesse socorrer o animal. "Mas eles disseram que não poderiam atender porque a égua não estava obstruindo a via", contou um dos moradores.

Lei protege

Mara Andrich

A lei municipal 11.381, de 2005, disciplina as normas de tráfego de veículos de tração animal em Curitiba. A lei diz que "os animais de tração deverão ser mantidos em perfeitas condições de sanidade" e "deverão periodicamente ser submetidos a exames realizados pela Secretaria Municipal de Saúde". A lei diz ainda que cabe à Urbs "fiscalizar o cumprimento das normas estabelecidas". A Urbs é responsável pela emissão da habilitação para condução do veículo de tração animal, que o carrinheiro não possuía.

Quadros afirmou que cuida bem do animal. "Maus-tratos não é somente bater e judiar do bicho. Esse animal, que deve ter em torno de 15 anos, está com visíveis sinais de que não estava recebendo a atenção necessária", revelou o veterinário.

***********************************************
Tu sabes, Conheces melhor do que eu a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Parte do poema: "No Caminho com Maialóvski" de Eduardo Alves da Costa
__,_._,___

RodapéRodapé
|   Home   |   Ajude   |   Sou contra    |   Curiosidades   |   Contate-nos   |   Login   |   FÓRUM   |   Perguntas Freqüentes   |