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 Forum >> Punições >> Polícia começa a desmantelar esquema da rinha de galos
Polícia começa a desmantelar esquema da rinha de galosResponder sobre Polícia começa a desmantelar esquema da rinha de galos
Administrador AB
10/7/2008
Quarta-feira, 09 de Julho de 2008 17:27 Reportar erro | Comentários(1)
Nadyenka Castro e Aline Queiroz
Minamar Junior
Sérgio afirma que treina galos de briga por "paixão"

A descoberta no último domingo do galpão onde eram realizadas rinhas de galo, em Campo Grande, levou a Polícia Civil a localizar criadouros das aves em diferentes pontos da cidade, a começar a desmantelar o esquema das rinhas e revelar como a jogatina funciona, com envolvimento de servidores públicos e até um militar.

Desde a prisão das quatro pessoas, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) já recebeu quatro denúncias. Até agora, cinco criadores já foram identificados como pessoas que "abastecem" as rinhas.

Uma das denúncias foi verificada na tarde desta quarta-feira, na Rua Alberto Lamengo, no bairro José Abrão.

No terreno, onde fica uma caixa d´água, os policiais encontraram 12 galos da raça índio e duas galinhas. Aves dessa espécie são conhecidas como galos de briga.

Foram apreendidas esporas, roupas colocadas nos animais para as rinhas e ainda equipamentos usados em galos de briga. Também foi encontrado no terreno um círculo de metal chamado rebolo, comumente usado para cercar as aves durante as brigas
.

Galeria de fotos 


O morador da casa, Sérgio Miranda Paschoal, disse foi detido em 28 de dezembro do ano passado por maus-tratos a animais. Apesar disso, alega que não promove rinhas, não freqüenta e que apenas cria galos.

Ele irá prestar depoimento nesta quinta-feira na Decat, que também hoje encontrou sete galos índio, em uma segunda operação no Jardim Canguru.

As aves estavam feridas e tinham esporas cortadas, o que configura a exploração dos animais em rinhas. Para definir o motivo que o leva a treinar os animais, Sérgio afirma que é movido pela "paixão".

Na
segunda-feira a polícia localizou o total de 430 galos que seriam usados em rinhas em três chácaras que ficam na região do bairro Paulo Coelho Machado. Bairro em que fica a “mega” estrutura de rinha descoberta no domingo e fechada na segunda pela manhã.

Três funcionários públicos – um da Secretaria de Receita e Controle; outro do Ministério da Agricultura e do Abastecimento e outro do Tribunal Regional do Trabalho – são apontados como os criadores das aves.

Estatuto - Um documento apreendido na rinha, descoberta no domingo, bem organizado, repassa detalhes sobre as lutas que são de provocar os ânimos de qualquer defensor dos animais.

Em rinha, o tempo de compate definido é de 55 minutos, com três "refrescos" durante a luta.

O estatuto estabelece que "ainda que o galo esteja cortado de bico, ou mesmo furado sem gravidade, não será considerado derrotado", e segue comentando que "galo de briga não corre de qualquer arranhão.


 Re: Polícia começa a desmantelar esquema da rinha de galosResponder sobre Polícia começa a desmantelar esquema da rinha de galos
Administrador AB
10/7/2008
Rinha fechada na Capital funcionava há mais de 20 anos
Terça-feira, 08 de Julho de 2008 17:22 Reportar erro | Comentários(0)
Aline Queiroz e Bianca Cegati
Minamar Junior
Rinha foi descoberta no domingo passado, no bairro Paulo Coelho Machado

A rinha de galos desativada domingo em Campo Grande funcionava há mais de 20 anos, segundo uma testemunha revelou ao delegado titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e ao Turista), Nilson Tobias. Mais de seis pessoas já prestaram depoimento no inquérito policial aberto a partir da prisão de quatro envolvidos.

“Vem muito carrão. Quem mexe com isso é gente grande” confirma um morador do Bairro Paulo Coelho Machado que sabia da existência da exploração dos jogos, assim como outras pessoas, que não quiseram revelar os nomes.

De acordo com o delegado, a declaração de outra testemunha reforça o que documentos apreendidos no local apontavam. Um estatuto da Urca (União dos Representantes e Criadores Avícolas), proprietária do barracão onde era mantida a rinha no Bairro Coelho Machado, era datado de 1995.

Galeria de fotos

A polícia também apura quantos sócios a Urca conseguiu angariar ao longo dos anos. Informações desencontradas indicam que desde a primeira formação, o grupo teria 200 sócios. No entanto, os quatro presos na noite de domingo alegam que existe apenas 30 pessoas filiadas.

Após a prisão dos quatro, feita pela PMA (Polícia Militar Ambiental), a Decat passou a investigar o caso. O delegado deparou-se com uma estrutura extremamente organizada, que contava com três arenas e painéis para apostas de jogos.

Centenas - Como no local a PMA apreendeu apenas 19 galos, o delegado suspeitou que poderia haver mais animais em outros locais. Em buscas pelo bairro Paulo Coelho Machado, a polícia encontrou mais 430 galos em três chácaras.

Os animais eram criados e treinados para abastecer o esquema. Conforme Tobias, os galos foram apreendidos e ficaram nas propriedades, cujos donos serão fiéis depositários dos bichos.

Ele explica que os galos não foram levados do local porque não existe estrutura para manter as aves em gaiolas separadas, na delegacia. Entretanto, ele assegura que caso eles sejam usados novamente para a exploração dos jogos, os donos das propriedades serão presos.

"Eles serão intimados a prestar depoimentos e serão responsabilizados pelo crime ambiental", segundo o delegado.

Durante a operação realizada na noite de domingo, foram presos: Roberto Carmo de Oliveira, 33 anos, Lício Aparecido Chueriy, 40 anos, Altivo Pires Pinheiro, 56 anos e Plínio Roberto Gomes, 66 anos. Rinha de galos é crime de maus tratos previsto na Lei 9.605. A PMA multou cada um em R$ 2 mil mais R$ 200 por galos.

Em entrevista ao Campo Grande News, o caseiro de uma das chácaras onde a polícia encontrou a criação de galos afirma que trabalha no local há dois anos. No entanto, nega que os animais eram destinados à rinha.

Ele diz apenas que trata dos galos, mas admite que "alguns têm potencial para a briga". O caseiro revela ainda que tem galo que chega a ser comercializado por R$ 5 mil.

O caseiro explica que já trabalhou na propriedade em outra ocasião e que a rinha era mantida no galpão próximo da chácara há pelo menos dez anos.

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