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Salvem os SAGUISResponder sobre Salvem os SAGUIS
Administrador AB
15/7/2008
Salvem os sagüis
Ela cuida de primatas, como os sagüis, apreendidos pela polícia em fiscalizações contra o tráfico de animais silvestres.

O tráfico de animais silvestres retira das nossas matas cerca de 12 milhões de animais por ano. Em todo este processo, eles sofrem maus-tratos e morrem antes mesmo de chegar ao consumidor final.

Alguns caminhos de Itu, no interior de São Paulo, levam a um sítio que protege o menor primata do mundo - o sagüi.

Cento e oitenta sagüis vivem no projeto Mucky, criado pela ambientalista Lívia Botár há 23 anos. Eles vieram de apreensões da polícia em ações de combate ao tráfico de animais silvestres.

“A filosofia do projeto é a preservação, de poder realmente resgatar esses que não tem para onde ir porque estão cegos, mutilados, têm uma série de problemas e que local nenhum iria aceitá-los justamente por isso”, diz Anamaria Kwast, gerente administrativa.

Por desnutrição, Nikinho perdeu o movimento das pernas. Jupiter teve os dedos amputados. Funcho é cego. Seus olhos foram queimados para que ele ficasse mais dócil.

Os animais que sobrevivem à violência encontram aqui a chance de uma nova vida. Para alguns, o tratamento inclui água a 38 graus. É a hidroterapia.

“Faz com que os músculos dele vão relaxando, tanto a musculatura quando a articulação também, porque ele tem ficado com a perna totalmente esticada, ele não consegue andar, ele não consegue dobrar mais as pernas sozinho, então a gente tem que fazer a hidroterapia todo dia nele para fazer com que os movimentos retomem. Na verdade é uma seqüela que ficou. Esse problema de ósseodistrofia que ele tem, que na verdade é deformidade dos ossos”, explica a tratadora.

Vanessa é tratadora. Apaixonada pelo trabalho.

“O que me motiva muito é a causa, pela qual eu luto, e eu tenho esperança que isso acabe, que as pessoas parem de comprar animais silvestres, parem de traficar e tirá-los da natureza, do habitat deles”, diz Vanessa Souza, tratadora.

Depois do tratamento, Nikinho é escovado para tirar os nós dos pêlos. O descanso é no colo de uma voluntária.

“Eu trabalho com o manejo deles, fazendo hidroterapia, fazendo alimentação, higienização de alguns deles que não conseguem se limpar e mais no trato com os animais que estão doentes, na reabilitação deles”, Mara, gestora ambiental voluntária.

Em uma área de 20 mil metros quadrados, 70 viveiros. Trabalho é o que não falta para dona Neuza, a cozinheira do projeto. No cardápio, muitas frutas e sopa nutritiva.

“Ela tem todos os legumes, macarrão, a soja que é a proteína, um dia é a soja, outro dia ovos cozidos e outro é frango, peito de frango”, diz Neuza Araújo, cozinheira.

Cada animal ganha, no mínimo, quatro refeições por dia.

“Eu diria que o Mucky hoje é um pedacinho do paraíso aqui na terra, justamente para que eles tenham o descanso merecido, depois de terem sido mutilados, de serem aprisionados, em gaiolinhas de passarinhos, de não verem o sol, de não serem corretamente alimentados”, diz Ana.

O Mucky também acolheu dois micos de cheiro e três bugios ruivos. Um casal ganhou o maior viveiro do projeto. Da união de histórias tristes, um final feliz.

“O Ramati é um bugio ruivo ele tem a cauda amputada, ele teve um ferimento muito serio, não pode ser preservada e para essa espécie ela funciona como um quinto membro, é como se nós perdêssemos uma perna. A Ciça chegou orfã, a mãe foi morta, justamente para que ela pudesse ser capturada e a gente esperava que com o tempo eles se integrassem, ficassem mais próximos o que realmente começou a acontecer esse ano, e aí em fevereiro, justamente no carnaval, veio nosso presente maior que foi o momo, um machinho que hoje esta aí já fazendo suas peripécias”, conclui Anamaria.


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