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 Forum >> Pesquisas com Animais >> Produção de medicamentos e o mito da experimentação animal
Produção de medicamentos e o mito da experimentação animalResponder sobre Produção de medicamentos e o mito da experimentação animal
Administrador AB
16/8/2008
Em 15/08/2008 21:15, COMITÊ PESQUISA DIVULGAÇÃO E DEFESA DIREITOS ANIMAIS   escreveu:

Produção de medicamentos e o mito da experimentação animal

Ao longo do século XX, a produção de medicamentos se converteu numa indústria, com interesses que vão muito além - e na verdade, frequentemente ignoram - a tão-falada "preocupação com o bem-estar humano". Uma das etapas nesse processo é a testagem de substâncias, candidatas a novos fármacos, em animais. Embora a lei determine esta modalidade de teste, há evidências de que é um procedimento falho, devido às muitas diferenças entre os organismos humano e animal, o que torna terrivelmente incerto extrapolar dados de uma espécie para outra.

É o que comentamos a seguir, com base na pesquisa de dois especialistas no assunto, os médicos Ray e Jean Greek, autores de "Vacas sagradas e gansas dos ovos de ouro - o custo humano dos experimentos em animais" (ainda não publicado no Brasil).

Afirmam os autores:

"O requerimento do governo conduz a dois resultados apenas - um quadro muito acurado do efeito das substâncias em animais de laboratório, seja positivo ou negativo, e uma proteção legal para o governo e os produtores farmacêuticos. Quando medicamentos causam doenças e mortes em humanos e é realizado um inquérito, todos os envolvidos no desenvolvimento e aprovação dos produtos podem apresentar os testes em animais e alegar que agiram com perfeita diligência. Os testes em animais não demonstram com segurança qualquer que seja o efeito dos remédios em humanos."

E completam mencionando que até algumas publicações a favor da experimentação animal mostram-se bastante cautelosas. É o caso do Manual de Ciências de Laboratório, onde está escrito:

"Os resultados dos testes em animais, quando considerados de modo pouco crítico, podem ser perigosamente enganadores e têm custado as vidas de dezenas de milhares de humanos, como no escândalo do clioquinol da Ciba Geigy, no desastre do Opren da Distra Products Ltda., ou na calamidade do Eraldin da Distra Products Ltda."

O perigo, causado pela confiança em testes com animais, se traduz de duas formas. A primeira consiste nos "falsos-negativos", em que os testes em animais não revelam nenhum efeito nocivo, que só vai se revelar depois, quando a substância é aplicada em humanos. E a segunda consiste nos "falsos-positivos", em que os testes em animais resultam em malefícios, e assim interrompem a pesquisa sobre uma substância que, na verdade, têm o potencial de beneficiar os humanos. Ambos os problemas vêm ocorrendo regularmente, ao longo das últimas décadas.

Os autores incluem esta citação do Dr. Herbert Hensel, Diretor do Instituto de Fisiologia da Universidade de Marburg (citado pelos autores):

"Na opinião de peritos em bioestatística, não é possível transferir as previsões de probabilidade de animais para humanos... Neste respeito, existem menos chances do que num jogo de azar... No presente estado de nosso conhecimento, não se pode determinar cientificamente, através de experimentos em animais, o efeito, a efetividade ou a segurança prováveis dos medicamentos, quando administrados em seres humanos... O exemplo do desastre da Talidomida... ilustra este problema de modo particularmente claro. Um desastre como esse, causado por um medicamento, não seria mais evitável hoje, com base na experimentação animal, do que foi em sua época." (Ênfase acrescida pelos autores)

É preciso ter em mente que a experimentação animal está longe de ser o único método de pesquisa. Na verdade, enfatizam Ray e Jean Greek, sequer devia ser um método aceito, levando-se em conta tantos outros que existem, e que proporcionam informações confiáveis sobre o organismo humano. Eles afirmam:

"O único conhecimento acurado sobre os efeitos positivos e negativos dos medicamentos em humanos é adquirido em testes in vitro, modelagem em computador, epidemiologia, observação clínica e autópsias em humanos. A tecnologia atual torna a observação de compostos químicos em sistemas humanos mais e mais fácil. Não obstante, os testes em animais continuam."

Se continuam, isto se deve a motivos que não têm a ver com ciência, mas com interesses os mais diversos, problema que abordaremos mais adiante. 

"Os animais não são nossos experimentadores. Nós não somos seus reis."

Tom Regan, no livro "Jaulas vazias"

"Se for para os animais não-humanos serem, um dia, moralmente significativos - se for para eles terem um valor que vá além de sua condição de meros objetos com valor apenas extrínseco ou condicional - devemos proteger seu interesse em não ser mercadorias, independentemente da conseqüência. Isto exige que: busquemos a abolição, e não a mera regulação da exploração animal; cuidemos dos animais domésticos que temos agora; e paremos de trazer animais domésticos à existência para o nosso uso."

Gary Francione, no site: http://www.gato-negro.org/content/view/64/48/

Referência:
Ray & Jean Greek. Sacred cows and golden geese - the human cost of experiments on animals [Vacas sagradas e gansas dos ovos de ouro - o custo humano dos experimentos em animais] New York: Continuum International Publishing Group, 2003. (Capítulo 4)
Gratos pela atenção,

CPDA - Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais


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