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 Forum >> Carroças Tração Animal >> Santa Cruz do Sul avalia limitações ao uso de carroças
Santa Cruz do Sul avalia limitações ao uso de carroçasResponder sobre Santa Cruz do Sul avalia limitações ao uso de carroças
Administrador AB
16/8/2008
Editor: Maria Rosilane | mailto:rose@gazetadosul.com.br
Câmara avalia limitações ao uso de carroças
SANTA CRUZ > PROPOSTA É DA COMUNIDADE
Igor Müller
wlmailhtml:{0F6F23C8-675A-4555-A8C5-BE5E3A976F31}mid://00000071/!x-usc:mailto:igor@gazetadosul.com.br
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Os freqüentes casos de maus-tratos a cavalos podem levar à proibição do uso de carroças na área urbana de Santa Cruz do Sul. Um projeto de lei de oito páginas prevendo o fim da circulação desse tipo de veículo foi entregue no começo da semana aos vereadores, que ainda não definiram o andamento que será dado à matéria. O pedido popular, respaldado por um abaixo-assinado com mais de mil adesões – número que ainda pode aumentar – está na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara. Em Porto Alegre, por exemplo, a restrição gerou polêmica durante anos e, em junho, os vereadores aprovaram uma lei dando prazo de oito anos para a retirada das carroças das ruas.

De acordo com o projeto, apenas cavalos e veículos de tração animal do Exército e da Brigada Militar ou que estejam participando de eventos oficiais, como o desfile da Semana Farroupilha, poderão circular pelas ruas da área urbana. A intenção é proibir inclusive a permanência dos animais – soltos ou atados – em locais públicos da cidade. Em caso de descumprimento, os órgãos de fiscalização da Prefeitura ou a BM poderiam recolher a carroça e o cavalo para um depósito. Apreendidos, os animais passariam por exames clínicos e seriam mantidos "em condições que lhes proporcionem comodidade, alimentação e alojamento adequados".

Os proprietários poderiam resgatar o animal e a carroça num prazo de até cinco dias úteis, mediande apresentação de documentos, pagamento de taxas – de acordo com a sugestão os valores iriam de R$ 30,00 a R$ 500,00 – e comprovação de que o cavalo seria levado para o interior. Caso o proprietário não aparecesse, o animal poderia ser destinado à doação. Em caso de doenças graves, seria submetido à eutanásia.

Elaborado por um grupo de seis cidadãos – incluindo veterinários e representantes de empresas e entidades – com base em leis de outros municípios, o projeto é vago ao apontar uma alternativa para quem depende das carroças para tirar o sustento da família, como papeleiros e freteiros, por exemplo. Prevê apenas a realização de programas de "capacitação profissional que permita o retorno ao mercado de trabalho daqueles que deixarem de explorar seus animais para tração de veículos e outros serviços".

Uma das autoras da sugestão, a veterinária Fernanda Ruschel, salienta que a intenção é justamente abrir o debate em torno do assunto. "Não somos contra os carroceiros, longe disso. Entendemos apenas que é preciso dar um basta nos casos de maus-tratos a animais, cada vez mais comuns e mais graves. E, infelizmente, só a fiscalização não resolve", salientou. Segundo Fernanda, o descaso não é generalizado, mas há carroceiros que utilizam o cavalo durante todo o dia e, à noite, ainda alugam o animal para colegas de profissão.

O PROBLEMA
O principal problema, conforme a veterinária Fernanda Ruschel, é que a grande maioria dos menos de 50 carroceiros que circulam por Santa Cruz não tem dinheiro para garantir um tratamento adequado aos animais. De acordo com a Vigilância Sanitária, o ideal é que um cavalo adulto receba cinco quilos de ração por dia e ainda fique dez horas seguidas no pasto. A situação se agrava com a facilidade que os carroceiros têm para comprar um animal, que chega a ser vendido por R$ 30,00 na periferia. Há duas semanas uma égua foi abandonada na rua pelo proprietário em adiantado estado de desnutrição e desidratação. O animal, que precisou ser carregado por uma retroescavadeira, morreu um dia depois.
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=100041&intIdEdicao=1548

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