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Relacão Cães e DonoResponder sobre Relacão Cães e Dono
Administrador AB
19/1/2009
Cães e donos têm relacionamento quase perfeito
Divulgação

Cena do filme Marley & Eu: tanto sucesso quanto o livro
 
Depois de se casar com Jenny, John Grogan não sabia se estava preparado para ter filhos e decidiu começar a família comprando um cachorro, o Marley. Mal podia imaginar que o labrador engraçadinho acabaria transformando sua casa em um caos e, ao mesmo tempo, conquistando os donos.

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Essa é a história do filme Marley & Eu, que vem repetindo o sucesso do livro homônimo de John Grogan e arrancando lágrimas de boa parte do público. Mas por que as pessoas se emocionam e mantêm ligações tão fortes com os bichos? A resposta é a cultura. "O animal atende a necessidades psicológicas que todos nós temos: de ter apego, de poder cuidar de alguém, de ter confiança em alguém, de poder mandar em alguém", explica César Ades, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

A idéia de que o cão é o melhor amigo do homem é muito antiga. A relação de amizade teria começado na Pré-História, quando provavelmente alguns cães selvagens foram domesticados e utilizados para ajudar na caça e a proteger os humanos. Em troca, recebiam as sobras dos alimentos.

Hoje, sabe-se que o convívio com animais é positivo por estabelecer uma relação de carinho. Tanto é que sua presença pode se transformar em uma terapia e ajudar no tratamento de idosos em clínicas de repouso, crianças em alas pediátricas de hospitais e adolescentes com problemas de ajustamento.

Carinho
A professora Daniela Martins Ferreira faz parte do grupo que saiu com os olhos vermelhos do cinema após assistir ao filme do labrador. O motivo das lágrimas? "Eu me identifiquei com a história. Um dos meus cachorros, o Juca, faz trapalhadas como o Marley e também alegra a família", conta.

No total, Daniela tem quatro cachorros - Xuxa, Princesa e Pretinha - e diz que todo o trabalho que tem com eles recompensa no final. "Eles são companheiros, carinhosos e leais. Se estou magoada e eles fazem alguma gracinha, logo esqueço dos problemas", diz.

Natália Mejias de Oliveira, 23 anos, também divide a mesma opinião. A maltês Brisa, de pouco mais de 2 anos, é sua companhia constante. "Ela está sempre disposta a dar carinho. A Brisa me distrai nos momentos difíceis", conta.

Crianças
Para as garotada, o contato com bichos de estimação ajuda a enriquecer a vida afetiva. "A simples presença de um cachorro, durante um exame médico de crianças, leva a uma diminuição do medo e de indícios fisiológicos de estresse", diz Ades. Denise Gimenez Ramos, professora titular de psicologia clinica da PUC/SP, complementa que o contato com o animal faz com que a criança aprenda a ter responsabilidade, porque tem de cuidar, brincar e interagir com o bichinho.

É por se ligarem tanto ao animal e o considerarem um membro da família, que sofrem muito com sua morte. "A perda é uma situação que exige uma sensibilidade especial e compreensão por parte dos adultos. Não se deve fazer pouco caso do sentimento da criança. Um ambiente de apoio a ajuda muito a aceitar o fato e a adquirir defesas psicológicas diante da noção da morte", afirma Ades.

Animal de estimação ou filho?
É comum encontrar pessoas que cuidam dos animais de estimação como se fossem crianças, ou melhor, seus próprios filhos. ¿Vira patologia quando a pessoa se isola com animais e não quer ter mais contato humano, assim como quando substituem crianças, filhos e amigos pelos animais¿, afirma a psicóloga Denise.

De acordo com a professora, os bichos devem complementar a vida dos seus donos. O psicólogo Ades acrescenta que não há problema no caso de casais que decidem não ter filhos e vivem bem cuidando de um animal.

Conflitos
Já está comprovada que a ligação com animais é benéfica para as pessoas. Mas o relacionamento pode apresentar problemas, assim como entre duas pessoas.

O bom convívio depende do que se espera do animal e do jeito que ele se comporta. Vale lembrar também que um bicho em casa pode criar conflitos e tensão, por exemplo, se alguém da família discorda a respeito da maneira como ele deve ser tratado.

Não há uma receita de como lidar com um animal. "Mas eu diria que a relação deve ser ¿dosada¿ pelo respeito que se tem às necessidades do animal de estimação e às necessidades das pessoas que com ele vivem", afirma o professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

Adestramento
Entre as desventuras de Marley contadas por John Grogan está a tentativa frustrada de domar o labrador em uma escola de adestramento. Apesar da passagem engraçada do filme, aulas de boas maneiras são uma forma de afastar problemas de convívio entre animais e pessoas.

Mas como educar o animal de estimação? A adestradora e consultora comportamental da empresa Cão Cidadão, Priscila Felberg, indica o adestramento inteligente. "Ele pode ser utilizado com qualquer outro animal, como o gato e até mesmo orcas e pingüins", diz

O método se baseia na recompensa e na punição, mas sem qualquer tipo de agressividade. Quando o animal faz o que é esperado, deve receber uma recompensa, como carinho ou petiscos. "Se fizer alguma coisa errada, dê um susto borrifando um pouco de água na cara dele ou batendo uma latinha cheia de moeda no chão", explica.

Cães a partir de dois meses já podem começar a ser educados. Vale lembrar que quanto mais velho for o animal, mais difícil e demorado é o adestramento.

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