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Como Determinar o prognóstico na Erliquiose CaninaResponder sobre Como Determinar o prognóstico na Erliquiose Canina
Administrador AB
2/7/2009
Leonardo Brandão, MV, MSc, Ph.D.
Gerente de Produto e Relacionamento Pets
MERIAL Saúde Animal


Baseado no artigo original: SHIPOV, A.; KLEMENT, E.; REUVENI-TAUGER, L.; WANER, T.; HARRUS, S. Prognostic factors for canine monocytic ehrlichiosis. Veterinary Parasitology, v. 153, p. 131-138, 2008.

A erliquiose monocítica canina é uma doença infecciosa causada por Ehrlichia canis, uma bactéria capaz de causar infecção sistêmica em cães em todo mundo. Transmitida pelo carrapato vermelho do cão (Riphicephalus sanguineus), esta infecção parece tomar proporções cada vez maiores em nosso país, acometendo não apenas cães de áreas rurais, como também, em áreas urbanas. Este artigo tem como objetivo auxiliar o clínico veterinário na avaliação de fatores indicativos de prognóstico do animal doente.
A erliquiose canina é definida como uma infecção causada por E. canis. A evolução clínica da doença é caracterizada por 3 fases: aguda, subclínica (ou assintomática) e crônica. A determinação da fase da doença em que o animal se encontra pode auxiliar no diagnóstico da doença (certas fases da infecção cursam com determinadas alterações clínicas e laboratoriais mais freqüentes do que em outras) e na determinação do prognóstico para o paciente (melhor na fase aguda do que na crônica). Entretanto, é muito difícil este reconhecimento na prática diária da clínica veterinária.
Shipov e colaboradores (2008) publicaram um estudo em que tentaram correlacionar as alterações clínicas e laboratoriais com o prognóstico de cães naturalmente infectados por E. canis.
Foram avaliados 254 cães atendidos no Hospital Escola da Universidade Hebraica de Veterinária de Jerusalém entre Janeiro de 2002 e Agosto de 2004. Quarenta cães compuseram o grupo de estudo que incluiu, dentre vários outros quesitos, animais com trombocitopenia, positivos para E. canis em testes sorológicos (detecção de IgG) ou de PCR, terem sido atendidos e tratados com doxiciclina e submetidos a pelo menos um retorno com hemograma controle completo.


Resultados

Dos 40 cães estudados, 21 sobreviveram e 19 vieram a óbito. Dentre os sintomas mais observados estavam fraqueza (77,5%), palidez de membranas mucosas (65%), linfoadenomegalia (42,5%), aumento da temperatura corporal (>39,5oC; 37,5%), petéquias (32,5%), respiração ofegante (32,5%), epistaxe (25%) e esplenomegalia (25%).
A alteração hematológica mais comum em todos os animais foi anemia (Ht<37%; 80%), leucopenia (Leucócitos < 5.000/µL) e trombocitopenia (100%; já que era um critério de inclusão no estudo). Intensa pancitopenia (Leucócitos < 400/µL; Ht<25% e plaquetas< 50.000/µL) foi observada em 14 (35%) dos animais, 13 dos quais dentre os animais do grupo que vieram a óbito.
Os testes de bioquímica sangüínea de ambos os grupos demonstraram alterações similares em relação a hipoalbuminemia (90% dos animais), aumento da atividade sérica da fosfatase alcalina (70%) e da aspartato aminotransferase (AST; 60%), hiperglobulinemia (65%), hipocalemia (40,7%) e hiperproteinemia (35%).


Discussão

Os resultados obtidos demonstram que a existência de alterações clínicas como palidez de mucosas, tendência à sangramentos e fraqueza foram mais prevalentes dentre os animais do grupo de não sobreviventes e são indicativos de mau prognóstico para os animais. Ainda estes animais que vieram a óbito apresentaram diminuição significante de leucócitos, hematócrito e contagem plaquetária quando comparados com o grupo de animais sobreviventes.

Em resumo, demonstram-se os achados laboratoriais analisados em relação ao prognóstico dos animais:

Achados laboratoriais associados com risco de morte Leucócitos <4.000/µL
Ht<25%
Plaquetas <50.000
Achados laboratoriais associados com risco de morte (probabilidade de 100%)Leucócitos < 0,9x103/µL
Ht <11,5%
TTPA> 18,25 s
K<3,65 mmol/L
Achados laboratoriais associados com sobrevivência (probabilidade de 100%)Leucócitos >5.000/µL
Plaquetas >89.500/µL
Ht: 33,5%
TTPA<14,5 s
K> 4,75 mmol/L

Achados laboratoriais relacionados com o prognóstico de morte ou sobrevivência de cães naturalmente infectados por E. canis, 2008.
TTPA: tempo de tromboplastina parcial ativada


O principal objetivo do estudo foi determinar que esses achados clínicos e laboratoriais são simples de serem obtidos (muitos já na primeira consulta) e podem servir como fatores indicativos do prognóstico dos cães infectados por E. canis.
 

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