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 Forum >> Dicas e Orientações >> Por que ADOTAR também um GATO ?
Por que ADOTAR também um GATO ?Responder sobre Por que ADOTAR também um GATO ?
Administrador AB
31/5/2010

Por que adotar também um gato?

    Infelizmente, são muitos os gatos que esperam ansiosamente por uma nova oportunidade de sentir que pertence a um Lar.

Todos sabemos que o abandono é um flagelo ao qual campanhas de sensibilização e os alertas não conseguem colocar um fim. Por motivos diversos e incompreensíveis donos irresponsáveis e que sem dúvida nunca foram capazes de amar o seu animal de estimação (afinal, se sentissem algum amor, ainda que pouco certamente nunca cometeriam o ato ignóbil de o abandonar), descartam-se com enorme facilidade do seu gato (ou cão), afastando-se alguns quilômetros de casa, abrindo a porta do carro e dizendo até nunca. E por incrível que pareça, muitas vezes vão em seguida tirar férias, descansados e sem o mínimo remorso ou peso na consciência.

Não se lembram que deixaram entregue à sua (má) sorte, um ser vivo, e que por ter sido animal de casa, tem muito menos possibilidades de se defender dos inúmeros perigos que a vida na rua representa, do que aqueles que nasceram na rua e nunca tiveram um lar.

Por vezes estes gatos têm uma sorte (relativa) e são recolhidos por amigos dos animais, voluntários ou não de associações protetoras, que os recuperam, tratam quando doentes e se esforçam desesperadamente por lhe encontrar um lar. Mas esta solução não pode deixar de ser provisória: não é justo para o animal ser obrigado a passar o resto da vida fechado dentro de um espaço limitado.

É particularmente doloroso ver animais que tiveram um lar, que foram habituados a ter alimentação e abrigo, ficarem privados , muitas vezes até a morte, do conforto (físico e psicológico) a que foram habituados.

Muitas pessoas não adotam um gato adulto porque têm alguns receios, ou até mesmo a falta de informações as leva a condicionar que não têm condições para o fazer. São alguns desses medos e preconceitos que procuramos abordar neste artigo.

  • O gato adulto não é meigo:

É muito freqüente as pessoas associarem a idéia de um gato adulto com alguma agressividade e distância; nada mais falso; um gato abandonado que tenha sido recolhido e que tenha recebido carinho, em regra, é extremamente dócil e carente; o gato sofre com o abandono; precisa voltar a ter atenções e carícias de uma mão amiga; se adotar um gato adulto,vai certamente receber o amor incondicional do seu novo amigo; pode acontecer que o gato, se foi sujeito a grande violência, ou se permaneceu muito tempo fechado num gatil, se torne mais assustado e se isole; no entanto, são vários os relatos de situações destas que, com dose reforçada de carinho e atenção, se consegue conquistar o coração do novo amiguinho, demonstrado-lhe que ele está seguro e que nem todos os humanos são maus; mas sublinha-se que quase todos os gatos adultos que se colocam para adoção são extremamente meigos. 

  • O gato pode estar com várias doenças contagiosas:

É  verdade que quando são abandonados, os gatos ficam sujeitos a contrair doenças, contagiosas ou não. No entanto, os gatos recolhidos são tratados, dasparatisados e quase sempre os testes do FIV e FELV efetuados. O contágio destes vírus, só ocorre entre os gatos e não existe qualquer perigo para os humanos, razão pela qual, por si só, não deve ser um impedimento para que o gato não seja adotado (por exemplo, se não tiver mais nenhum gato ou por uma pessoa que tenha gatos com o mesmo vírus).

Assim, se está interessado em adotar um gato adulto, não deixe que o medo da eventual existência de doenças contagiosas o impeça. Fale com a pessoa que trata e cuida do animal em questão e informe-se sobre a sua saúde.

O risco é muito reduzido. E como verificará, são muitos os animais que já têm os testes efetuados. 

  • O gato adulto não irá me reconhecer como dono:

Ao contrário do que muita gente pensa, o gato, tal como o cão, reconhece o dono; numa casa com um agregado familiar mais ou menos numeroso, ele vai sempre identificar algum como o dono da sua eleição. Tendencialmente, a pessoa que lhe dá mais atenção. Que o trata e lhe dá carinho.

Isso acontece independentemente da idade do animal, seja bebê ou adulto. Quando entrar no seu novo lar, ele vai ter que procurar uma referência humana. Por isso não tem que se preocupar com esta possibilidade: o seu animal vai amá-lo incondicionalmente! 

  • O gato adulto vai marcar o território:

Com freqüência os gatos adultos que são colocados para adoção já foram castrados ou esterilizados, ou pelos voluntários que os recolheram, ou pelas associações de proteção. Esta medida permite que os animais deixem de marcar território e evita que se reproduzam. A marcação do território está fortemente associada aos períodos de cio, que se eliminam com esta intervenção cirúrgica.

Se por acaso adotar um gato adulto que não esteja esterilizado/castrado, pense seriamente nesta possibilidade, por um conjunto diversificado de fatores que qualquer bom veterinário não deixará de lhe explicar. Se optar por um gato bebê, não se esqueça que vai correr o mesmo risco da marcação territorial quando ele crescer, que pode, como viu, eliminar.

  • Tenho outros gatos que não vão gostar de um novo companheiro:

A introdução de um novo gato, seja o segundo, o terceiro ou o enésimo, tem que ser feita de forma gradual. Os gatos gostam de pensar que são seres superiores e que os seus domínios se estendem até onde seu olhar pode alcançar. Mas a verdade é que adoram a companhia de outros gatos, com quem possam brincar e se comunicar (já imaginou viver a vida inteira com seres que não falassem a mesma língua?). A reação inicial a chegada de um novo animal, salvo algumas exceções, é sempre de grande tensão. O(s) gato(s) da casa vai sentir ciúme e por isso, recomenda-se que nos primeiros dias os gatos não fiquem juntos sozinhos. Deve tentar a aproximação quando estiver presente para controlar eventuais ânimos exaltados. No espaço de 1 ou 2 semanas e por vezes até em menos tempo, a aproximação vai ocorrer e quase sempre os animais acabam se tornando bons amigos.

Uma reação mais negativa pelo fato de o novo elemento ser adulto e não bebê, pode acontecer, mas não é linear. Inclusive, há casos em que gatos adultos foram mais bem aceitos, mas isso varia de gato para gato. Uma coisa é certa, mais dia, menos dia, a regra é que possa contar com uma família feliz. E se só tem um gato, lembre-se que é muito importante para ele ter a companhia de “um igual”. 

  • Tenho medo que o gato fuja por não conhecer a nova casa:

Naturalmente que o novo gato vai ter uma reação inicial de estranheza, face a um ambiente que é totalmente novo. O perigo de que ele fuja se encontrar uma porta ou janela aberta é real, mas o mesmo perigo existe também para um gatinho bebê.

Um dono responsável é aquele que toma as devidas precauções em matéria de segurança, para garantir que seu animal não vá para a rua.

Mesmo com toda cautela, por vezes acontecem alguns imprevistos e por isso, é fortemente recomendado que coloque um chip de identificação no seu animal de estimação, que lhe permitirá maior tranqüilidade em caso de seu gato se perder. Também é conveniente não esquecer o tradicional método de identificação: uma coleirinha (sem guizo, que deixa seu gato completamente maluco!) com endereço e telefone.

Quando o novo gato chegar em casa, por favor tenha particular atenção as portas e janelas, e caso tenha jardim, nas primeiras 4 ou 5 semanas, pelo menos, não permita que ele vá passear lá fora, por mais convincente que sejam alguns miados lamentosos (os gatos são espertos e sabem utilizar as diferentes vocalizações que podem fazer, para convencer o dono a fazer suas vontades). Nada substitui a segurança do lar e o gato vai acabar por se habituar à nova casa muito mais rapidamente do que se espera. 

  • È mais fácil ensinar um gato bebê que um adulto:

Os gatos aprendem o que lhes interessa e fazem-no em qualquer idade; ele vai aprender um novo nome e a higiene é algo natural, que não precisa de aprendizagem. As palavras interessantes como “hora da comida”, “peixinho”, “bola de brincar”,  “toma”, “hora da caminha”, parecem mágicas para os nossos gatinhos (sobretudo se eles não estiverem no meio de um sono profundo que, como sabemos, é sagrado!). Por isso, tudo aquilo que pode ensinar a um gatinho bebê, pode também ensinar para um adulto. 

  • Tenho um cão e é difícil um gato adulto habituar-se:

Alguns gatos adultos, pela sua vivência, não suportam cães. Alguns cães, pelos mesmos motivos, não suportam gatos. Mas são muito freqüentes relações de amizade ou de indiferença entre estas duas espécies.

Se o seu cão não odeia gatos, há muitos gatos adultos que sempre conviveram com cães e que não constituirão qualquer problema. Por isso, trata-se apenas de perguntar a quem tem o gato a seu cuidado, como é que ele reage a cães. 

  • Gosto mais dos animais quando são pequenos:

Se realmente pensa assim, talvez não seja oportuno adotar um animal. Não se esqueça que todos os animais crescem. Deixam de ter a gracinha de bebês, para passar a ter o encanto da maioridade.

Muitos dos animais abandonados que vemos nas nossas cidades, estão na rua porque cresceram, cumprindo a lei natural da vida. As pessoas que os tinham não lembraram desse “pequeno” detalhe quando os adquiriram (gratuitamente ou não).

Claro que não devemos condenar todas as pessoas que gostam de animais pequeninos, mas apenas aquelas para quem eles só existem durante esse estágio e se limitam a descarta-los quando crescem.

È normal que se goste de um animal bebê, porque tudo neles é encantador. É preciso que ao olhar para o bebê, se consiga imaginar o adulto, e se diga em consciência: este é mesmo um amigo que vai partilhar a vida toda comigo. 

  • Para além de tudo o que já foi esclarecido, julga-se ainda importante alertar para algumas vantagens que se encontram associadas a um gato adulto:

 São animais com o seu temperamento formado; quando leva um gato adulto, sabe que ele tem aquele temperamento que lhe foi descrito; no caso dos gatinhos bebês, ainda é uma incógnita, e Pode levar um doce de gatinho, ou um pequeno terrorista; um grande comunicador, ou um filósofo circunspecto;

  • São mais calmos, portanto uma opção que deve ser fortemente ponderada por quem não tem muito tempo para brincar com um gatinho bebê, que exige muito mais atenção e disponibilidade por parte do dono;
  • Freqüentemente, encontram-se já castrados e esterilizados, o que não deixa de construir menos preocupação para o novo dono.

             Por tudo o que acaba de ler, se ama os animais e se para você, mais importante do que assistir as gracinhas dos bebês,  é encontrar um amigo que retribua o amor que tem para lhe dar, então será um excelente dono para qualquer um dos gatos adultos que esperam, por vezes meses e até anos, que alguém volte a olhar para eles como seres vivos, dignos de respeito e merecedores também do conforto de um lar e carinho de um dono amigo.

Veja os animais que estão em nosso site para adoção (aqui em Dourados: www.clubedoviralata.blogspot.com) e ponha de lado os preconceitos. Agora que algumas das questões que te incomodavam tiveram uma resposta, vá em frente. Escolha o gato do seu coração.

Lembre-se que o sucesso de uma adoção, quer seja de um gato bebê, quer de um gato adulto, residem, sobretudo, no amor e carinho que vai dedicar ao seu novo amigo. Ele vai retribuir como melhor sabe: com ronrons e olhos lindos, sempre inquietos e inquisitores, que  vão dizer o quanto ele agradece por lhe ter dado a oportunidade de partilhar o seu mundo.

Ah! Só gostaria de esclarecer uma coisa, por vezes neste texto dá-se a impressão de que o ser humano é o dono do gato. A correção impõe-se: é o gato que todos os dias, serena e discretamente, se torna dono do coração do humano que o acolheu!   

Fonte: http://www.sosfelinos.com/porque_adotar_um_gato_adulto.htm


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